Uma análise na matéria mais polêmica da semana
Matéria veiculada no Jornal A Notícia na edição de Julho n°03:
Imagem: Blog Amo Venturosa
Teria
sido realmente uma má interpretação do povo venturosense?
Pensando neste questionamento resolvi fazer uma análise na “matéria”
com base na semiótica peirciana, assunto
que defendi minha monografia para título de Bacharel em Comunicação Social. Conteúdo
que tenho um bom conhecimento, por isso me sinto capaz de realizar tal análise.
A “matéria”, que possui característica de “Informe
Publicitário”, explicitamente apresenta dois elementos marcantes que levou a
população a interpretar como um possível rompimento do grupo Amarelo com o Verde. Vamos a
descrição:
A presença marcante da cor VERMELHA junta com a cor AMARELA
e a ausência da cor VERDE: Mesmo que não tenha sido intencional, levando em
consideração a atual conjuntura política local, transmite a idéia de rompimento do AMARELO com o VERDE e deixa a interrogação de uma possível aliança
com o VERMELHO.
Por outro lado, o Departamento de Arte do Jornal A Notícia,
justificou ao Blog Amo Venturosa que: “ “Cores
são Cores" e que esses recursos foram utilizados para dar mais 'leveza' à
diagramação do jornal, sem qualquer simbologia política”. Na
verdade, em Venturosa, cores não são apenas cores. Elas represrntam muito mais que
isto. Quanto a justificativa da utilização da cor vermelha ter sido apenas para
dar ‘leveza’, não procede muito essa afirmação, já que o Vermelho é uma cor
quente e forte, capaz de causar um desequilibro na página, chamando a atenção
do olhar humano para a cor, com isso, não deixa a página “leve”, muito pelo contrário, a página
fica mais “pesada”. Além disso, a cor verde deixaria a página mais leve e seria
uma utilização mais coerente, já que é a cor representada pelo o governo atual.
Outro elemento que mais indicia um
rompimento do grupo VERDE e AMARELO, não estaria nas cores, mas sim na frase colocada em destaque: “Em
apenas dois anos e meio, Prefeitura FAZ muito mais por Venturosa.”
Frase que exclui os 8 anos do governo
Eudes. Como um governo que seria a continuidade do outro excluiria os anos
anteriores? Só em caso de um possível rompimento. Além disso, o texto não só trás uma
exclusão, mas também uma comparação. Onde os dois anos e meio foram mais
vantajosos para a cidade do que os outros anos anteriores, segundo a matéria.
Quero
deixar claro que esta é uma opinião com base na minha análise sob o
olhar semiótico. O que quero afirmar é o seguinte: Mesmo que não tenha sido esta a
intenção, de comunicar tais fatores políticos mencionados, a “matéria” trás
elementos suficientes para o povo de Venturosa ter interpretado dessa forma.
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